A MORTE DA MOURARIA  

          

Contaram-me ainda há pouco

Que há noite pela Mouraria

Andava um fadista louco

Sem saber o que dizia.

 

Falava da Amendoeira,

Da Guia, do Capelão,

Da Rosária camiseira

E da tasca do Gingão.

 

Metido numa samarra,

Melenas em desalinho,

Dedilhava uma guitarra

Cantando o fado baixinho.

 

Então Chamava a Severa

E quando a manhã surgiu

Quando alguem quiz ver quem era

Nunca mais ninguém o viu.

 

Então fiquei meditando

Que o louco que ninguém via

Era a saudade a chorar

A morte da Mouraria.

 

         
Autores: D.R./Fado Vianinha

Voltar>                                        <Voltar>

http://www.fadistas.com