Ah Fadista!

Tenho a mania, sou um doente do fado
Vou com ele a qualquer lado, se não vou faço fita.
Tenho a mania, quando ouço uma guitarra,
Canto o fado com tal garra que a malta delira e grita:

Ah fadista! És a pantera do fado!
Mostra lá como se canta, todo rufia sempre a gingar.
Ah Fadista! Grita o povo entusiasmado.
Assim é que é ter garganta e assim mesmo é que é cantar!

É uma doença sem tratamento nem cura
E já ninguém me segura se nota a minha falta
É uma doença, que mata mas faz viver
Cantar o fado e beber e ouvir as bocas da malta:

Ah fadista! És a pantera do fado!
Mostra lá como se canta, todo rufia sempre a gingar.
Ah Fadista! Grita o povo entusiasmado.
Assim é que é ter garganta e assim mesmo é que é cantar!

Vivo pró fado! A minha ideia não muda.
Esta fadistice aguda está no sangue, não finda.
Vivo pró fado! Quero morrer a cantar
Ouvindo a malta a gritar “Ah tigre! Ah boca linda!”

Ah fadista! És a pantera do fado!
Mostra lá como se canta, todo rufia sempre a gingar.
Ah Fadista! Grita o povo entusiasmado.
Assim é que é ter garganta e assim mesmo é que é cantar!

 

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