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Aquí, em cada fado há uma flor
No canteiro da alma de quem canta,
Aquí cada guitarra embala a dor
Quando à noite a
saudade se levanta.
Aqui cada poema é gota de água
Que às vezes mata a sede, à solidão,
Aquí cada cigarro engana a mágoa
E perfuma a tristeza de ilusao.
Aquí, toda a distância do passado,
Senta-se a minha mesa de mansinho,
Aquí, as minhas veias bebem fado
Que nasce em cada canjerão de vinho.
Aquí, sinto a coragem de ser eu
Ao rir do meu passado fatalista,
Cantando com a voz que Deus me deu,
Aquí de corpo e alma…sou fadista.
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