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FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha Que o meu amante, um canalha, Fez sangrar meu coraçao: Trazendo ao lado outra amante Vinha a gingar petulante Em ar de provocaçao.
Na taberna de friagem Entre muita fadistagem Enfrentei os seus rancores, Porque a mulher que trazia Com certeza nao valia Nem sombra do meu amor.
A ver quem tinha mais brio Cantamos ao desafio Eu e essa qualquer. Deixei-a perder de vista Mostrando ser mais fadista Provando ser mais mulher.
Foi uma cena vivida De muitas da minha vida Que nao se esquecem depois, Só sei que de madrugada Após a cena acabada Voltamos para casa os dois.
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