JANELA DA MADRAGOA  

          

Usa chinela de trança,

Mora na rua das Trinas,

Com a graça que sempre têm

Todas as nossas varinas.

 

Tem um amor marinheiro

Que anda nas águas do mar;

Tem na janelo p’ra o Tejo

Um manjerico ao luar.

 

No primeiro andar directo

Daquela rua velhinha

Fechou-se aquela janela

Onde morava a Rosinha.

 

Secaram as sardinheiras,

Os cravos e a hotela.

Cresceu somente a saudade

           E a mágoa-que é má irma.

         
Autores: Eduardo Damas

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