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Lá porque tens cinco pedras
Num anel de estimação
Agora falas comigo
Com cinco pedras na mão.
Enquanto nesses brilhantes
Tens soberba e tens vaidade,
Eu tenho as pedras da rua
Para passear à vontade.
Pobre de mim não sabia
Que o teu olhar sedutor
Não errava a pontaria
Como a pedra do pastor.
Mas não passes sorridente
Ao lardear satisfeito,
Pois hei-de chamar-te à pedra
Pelo mal que me tens feito.
E hás-de ficar convencido
Da afirmação consagrada:
Quem tem telhados de vidro
Não deve andar à pedrada.
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