SABE-SE LÁ

 

 

Sabe-se lá

Quando a sorte é boa ou má,

Sabe-se lá

Amanhã o que virá.

Breve desfaz-se

Uma vida honrada e boa,

Ninguém sabe, quando nasce,

Pró que nasce uma pessoa.

 

O preciso é ser-se forte,

Ser-se forte e não ter medo,

Eis porque às vezes a sorte

Como a morte,

Chega sempre tarde ou cedo.

Ninguém foge ao seu destino,

Nem para o que está guardado,

Pois por um condao divino

Há quem nasça pequenino
P’ra cumprir um grande fado.


 



Autores:
Frederico Valério/ Silva Tavares


 

 


 

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